e nos dentes postos sobre a mesa
como um escapulário tua lascívia eu pressinto.
Nem a lua nem teus olhos certamente me salvarão deste teu cheiro espesso.
Eu cresci nestas estranhas paragens sem estrelas entre bichos e flores
como se não fossem cobertos pela escuridão.
Apenas arfava um golpe entre o vazio de mim
e a captura de insetos do inferno em teus cabelos.
Em inquietude, me preparo para a dor.
Nelson Magalhães Filho
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos
do mundo."
( Fernando Pessoa: Tabacaria)
Nelson Magalhães Filho
sexta-feira, novembro 12, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Companhia dos Anjos Baldios apresenta:
SAMAEL
Com Cláudio Fontoura e Jamar Oliveira
Música: Bartira Sena
Edição: Nelson Magalhães Filho, Karla Rúbia e Taygoara Aguiar
Samael se desespera após receber uma carta, e no auge do seu delírio febril, trava uma batalha agonizante com seres imaginários.
Vídeo produzido na disciplina Produção e Análise da Imagem, orientado pelo professor Taygoara Aguiar, na Escola de Belas Artes da UFBA.
Duração: 7 min
NTSC 4:3
Dolby (r) Digital 2
Captura: full HD
Um vídeo de
Karla Rúbia
Nelson Magalhães Filho
Messias Conceição
Salvador – BA -2010
quinta-feira, setembro 23, 2010
quinta-feira, agosto 12, 2010
sexta-feira, agosto 06, 2010
La rue assourdissante autour de moi hurlait.
Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,
Une femme passa, d'une main fastueuse
Soulevant, balançant le feston et l'ourlet ;
Agile et noble, avec sa jambe de statue.
Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,
Dans son oeil, ciel livide où germe l’ouragan
La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.
Un éclair… puis la nuit ! — Fugitive beauté
Dont le regard m'a fait soudainement renaître,
Ne te verrai-je plus que dans l'éternité ?
Ailleurs, bien loin d'ici ! trop tard ! jamais peut-être !
Car j'ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
Ô toi que j’eusse aimée, ô toi qui le savais !
quarta-feira, agosto 04, 2010
sexta-feira, julho 30, 2010
ASSALTO FOTOGRÁFICO (projeto de expansão da linguagem fotográfica através da devolução (projeção) das imagens produzidas por diferentes olhares aos locais de onde foram capturadas. - participaram desse primeiro assalto os fotografos -artistas; Alex Leite, Ana Paula Pessoa, Clara Domingas, Marcela da Costa e Rachel Mascarenhas.) Interessados (a) em participar de outros assaltos entrem em contato!
APAREÇAM HOJE NA ESTAÇÃO DA CALÇADA - 18HRS!!!
quinta-feira, julho 22, 2010

ANIVERSÁRIO DA CASA DA CULTURA GALENO D'AVELÍRIO
Ainda no dia 27 (19h) acontece a abertura da exposição As Mulheres e a Fumicultura, mostra da fotógrafa Solange Noya Reinhardt.
Haverá também uma mesa redonda com Isabel Fraga (ex-sindicalista), Celizia Mendara (Engª Agrª da DANCO) e Rosana Vieira (Presidente do Coletivo de Mulheres em Luta Jacinta Passos).
Dia 28 (quarta-feira)
20h – Apresentação dos jovens das oficinas do projeto Viver com Arte
20h30 – Apresentação das sambadeiras do Samba de Roda Suerdieck
21h – Show Operárias da Arte, com Alana Sena, Cássia Maria, Geysa Coelho, Meyre Khal, Ravah Assis, Sandra Sena e Ura.
A mostra de fotografias As Mulheres e a Fumicultura, ficará aberta para visitação de 28 de julho a 27 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12h e das 14 às 18h30
quarta-feira, julho 21, 2010

Jacinta Passos
(1914-1973)
Jacinta Passos, Coração Militante
Lançamento na próxima terça-feira, dia 27 de julho, às 20:30 hs
Casa da Cultura Galeno d'Avelírio
Cruz das Almas - Ba
A obra traz a produção da poeta, jornalista e militante, organizada pela historiadora Janaína Amado, filha de Jacinta.
Nascida em Cruz das Almas, criada na Fazenda Campo Limpo, Jacinta Passos deixou um legado fabuloso que o público terá oportunidade de conhecer integralmente por meio dessa publicação.

EROTOMANIA
Exposição de Artes Visuais de Priscila Pimentel
Desprovida de uma narrativa linear comum aos desenhos de Histórias em Quadrinhos, este projeto apresenta cenas trabalhadas quadro a quadro e trás o “elemento perturbador” que atiça a memória e constrói a fantasia.
Artista Priscila Pimentel
Local Galeria Jayme Fygura (Teatro Gamboa Nova)
Rua Gamboa de Cima, 3 – Largo dos Aflitos. Salvador-BA.
(71) 3329-2418
Visitação de 4 de agosto a 3 de outubro de 2010
Horário de quarta a domingo a partir das 16h.
Classificação 14 anos.
Contatos da artista:
priscila pimentel
artista plástica
(71) 8861-6685 / 9161-7016
terça-feira, julho 20, 2010
segunda-feira, julho 19, 2010
Nelson Magalhães Filho. ANJOS BALDIOS 2009, acrílica s/tela, 140X200 cm
Nelson Magalhães Filho: o Blake de Cruz das Almas
Lima Trindade
Mestre em Literatura pela UFBA, escritor e editor da Verbo21
vamos continuar a tecedura meu amor

vamos continuar a tecedura meu amor
vomitando sangue todas as manhãs
embora as noites carnívoras pereçam sempre graves
com os cruciais arroubamentos das gralhas de azeviche
consumindo nossa quietude sem cessar
entorpecendo de esquivas lembranças
o logro do resplendor dos santos dilacerados
cheio de sândalo, nosso amor predador sorvendo
uma maré vermelha escarlate
Nelson Magalhães Filho
Fotos: Karla Rúbia
http://www.flickr.com/photos/karlamoraes/
DOLLS ANGELS - vídeoarte de Nelson Magalhães F. selecionado na X Bienal do Recôncavo
entre a infância e a perversidade. O artista produz uma série de imagens em movimentos,
apresentando um boneco sendo maltratado por um suposto afogamento, com a intenção
de provocar um sofrimento ou um sorriso irônico no espectador. O boneco, que é um
objeto de afeto e recordações, está submergido numa antiga lavanderia de quintal,
simbolizando um oceano misterioso ou até mesmo um útero materno desconhecido. Seus
olhos são estranhos, bolhas, pétalas diáfanas e arroxeadas cobrem parte de seu rosto. O
vídeo assemelha-se a uma composição pictórica, onde as cores remetem às telas do
próprio artista na série dos Anjos Baldios, que segundo a professora Alejandra Hernández
Muñhoz “não é uma produção ilusória premeditada, fake de imaginário fantástico destinado
ao escapismo dessa nossa atualidade permeada de simulacros, mas uma arqueologia
do surreal que visa re etir sobre a essência de uma humanidade desencantada”. É, portanto,
um desdobramento de sua pintura. O artista então faz uma reflexão sobre a violência
criando assim a sua poética do perverso-devaneio, sugerindo uma provocação ao recolocar
um símbolo da infância num contexto marginal. Como diz o vídeo-artista Yang Fudong
(n. 1971, China), “a violência e a morte são os lugares onde a vida começa”.












