Teu cheiro amarfanho durante toda a cidade
e nos dentes postos sobre a mesa
como um escapulário tua lascívia eu pressinto.
Nem a lua nem teus olhos certamente me salvarão deste teu cheiro espesso.
Eu cresci nestas estranhas paragens sem estrelas entre bichos e flores
como se não fossem cobertos pela escuridão.
Apenas arfava um golpe entre o vazio de mim
e a captura de insetos do inferno em teus cabelos.
Em inquietude, me preparo para a dor.

Nelson Magalhães Filho

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos

do mundo."
( Fernando Pessoa: Tabacaria)




Realizar trabalhos de arte a base das experiências existenciais, como transpor as imensidões dolorosas das noites urinadas. Fingir figuras concebidas do desejo e da amargura. Instigações obscurecidas pela lua. Não acretido na pintura agradável. Há algum tempo meu trabalho é como um lugar em que não se pode viver. Uma pintura inóspita e ao mesmo tempo infectada de frinchas para deixar passar as forças e os ratos. Cada vez mais ermo, vou minando a mesma terra carregada de rastros e indícios ásperos dentro de mim, para que as imagens sejam vislumbradas não apenas como um invólucro remoto de tristezas, mas também como excrementos de nosso tempo. Voltar a ser criança ou para um hospital psiquiátrico, tanto faz se meu estômago dói. Ainda não matem os porcos. A pintura precisa estar escarpada no ponto mais afastado desse curral sinistro.
Nelson Magalhães Filho

sexta-feira, março 02, 2007

Este é o Camilo (que raramente faz um gol) na semana passada em mais um tradicional BABA na roça do meu tio Beto (que é um Vitória doente), no Cadete ( arredores de Cruz das Almas).

Júnior (filho do grande jogador João Moraes) espera a bola cair.


Geovani (ao centro) não viu a cor da bola.



Veral (no gol) e (à direita): os irmãos " meia-noite".


Rafael ganha todas enquanto Giordano lastima na zaga.


Edinho "de Boé" nunca mais ganhou um baba.


Héber Mendes e "homem de aço" Raimundo (Oh dor!) relembram o velho "Cerejão".


Depois do baba no Bar de Turíbio: Carlinhos "TT", Paulo "de Darílio" e Luciano Fraga.



Carlinhos e Edinho.



Retrato do artista quando jovem cachorro morto em noite chuvosa.



Luciano Fraga (o maior craque de todos os tempos da cidade das sombras) tomando água mineral com gás.




Nelson Magalhães Filho tomando todas as cervejas geladas.




NMF ainda desejando formar um ataque com Maradona e Romário.


O velho Turíbio Manoel dos Santos, que não teve culpa nenhuma com o episódio do Pablo Sales no filme ALICE.



Giordano (o Vôinho)



Meu filho Arthur Magalhães e Zé de Aço.



Luciano Fraga e Héber Mendes



Héber Mendes também já bateu uma bolinha nos velhos tempos.




Arthur Magalhães foi o artilheiro da tarde.



Fí de Flávio está um pouco fora de forma mas pensa em Deleuze.






Baba do Cadete no sábado passado.



Turíbio correndo porque sente cócegas.


Luciano "Harry Stone" Borba: o maior inimigo do novo cinema cruzalmense na Colômbia.


Turíbio não está entendendo nada.

2 comentários:

red boy amolando a faca disse...

e o "home" de aço já soltou o arame, o tuntum, o dindim, ou ainda é um convidado esperto das depois nesas após os babas

chico azul disse...

o luciano foi um craque mas eu joguei mais